O que é?
A depressão é uma doença clínica como outra qualquer e é caracterizada por um estado de sofrimento psíquico que pode causar desordens no comportamento de uma pessoa, afetando de modo negativo sua qualidade de vida. Ela pode aparecer em qualquer momento da vida e durar de seis meses a dois anos, ou mais, dependendo do caso.
Entretanto, em razão do aumento do número de idoso (pessoas acima dos 60 anos), a incidência da depressão tardia vem se tornando cada vez mais freqüente. Estima-se que cerca de 15% de idosos apresentem alguns sintomas depressivos e cerca de 2% deles tenham depressão grave. Esses números são ainda maiores entre idosos internados em asilos ou hospitais.Além disso, dada as situações vividas em decorrência do avanço da idade, a desvalorização da sabedoria dos mais velhos e da sua importância na sociedade podem desencadear sinais depressivos que, juntamente com sintomas físicos, requerem atenção médica e tratamento adequado.
Causas
As causas da depressão são desconhecidas, entretanto, acredita-se que seu início pode ser desencadeado por fatores biológicos, sociais e até psicológicos, tais como limitações físicas, problemas de família, perda de parentes e amigos próximos.Clinicamente, o surgimento da depressão se dá por alterações de neurotransmissores cerebrais, ou seja, substâncias químicas cerebrais. Estas substâncias encontram-se alteradas em determinados locais do cérebro durante a fase depressiva.
É comum um paciente depressivo apresentar sintomas de outros transtornos de humor como, por exemplo, a ansiedade. Quando há concomitância entre duas doenças dá-se o nome de comorbidade.
Sintomas
As causas da depressão podem variar, porém o mais comum são os seguintes:
- Distúrbios do sono
A maioria das pessoas apresentam problemas relacionados ao sono. Podem ter dificuldade para adormecer (insônia inicial), sono intercalado (insônia mediana), acordar durante a madrugada (insônia tardia) ou ter uma necessidade excessiva de sono durante grande parte do dia (hipersonia).
Pode ocorrer a perda de interesse nas práticas de atividades que antes lhe eram agradáveis, acarretando assim um afastamento da vida social. Pode ocorrer também perda do interesse sexual.
Humor deprimido
Há um forte sentimento de tristeza, falta de ânimo frente a situações corriqueiras, ansiedade e muitas vezes o paciente descreve um estado de “vazio” permanente.
Podem ocorrer casos de diminuição no apetite, ou ainda, avidez por certos tipos de alimentos, como doces, por exemplo. De acordo com a nova dieta ocorre ganho ou perda de peso.
- Sentimento de inutilidade e culpa
Há um forte rebaixamento da auto-estima em pessoas depressivas, pois estas tendem a se avaliarem de forma negativa. Além do mais, interpretam situações corriqueiras de forma errônea e se sentem culpadas por qualquer adversidade.
Em razão do sentimento de inutilidade é normal pessoas depressivas apresentarem pensamentos pessimistas que podem se expressar através de crises de choro a até idéias suicidas.
É comum as pessoas depressivas sentirem cansaço excessivo sem terem feito esforço físico nenhum. Assim, tarefas rotineiras, como tomar banho ou se trocar, se tornam exaustivas e podem demorar mais tempo para serem realizadas.
Como a diminuição da resistência a doenças que surgem nos casos crônicos, associada à diminuição na produção de glóbulos brancos (células de defesa do nosso corpo), por exemplo.
Tanto a depressão quanto a ansiedade apresentam sintomas muitos parecidos, assim, seria de se esperar que ambas pudessem aparecer juntas. Quando isso ocorre damos o nome de “depressão ansiosa”.A Depressão Ansiosa possui os mesmo sintomas da depressão senil, no entanto, os pacientes também se apresentam ansiosos, inquietos e nervosos, podendo até relatar outros transtornos como, por exemplo, fobias.
Tratamento
Para o tratamento adequado é importante evitar o preconceito relacionado à doença mental. A depressão deve ser encara como qualquer outra doença e deve-se buscar ajuda especializada através de psicólogos e psiquiatras.
O tratamento varia de acordo com o grau da doença e as indicações vão de sessões de terapias para casos tidos como “leves” até o uso de antidepressivos e sedativos para os casos mais graves.
Deve-se levar em conta o quadro que o paciente se encontra, mas o mais importante é lembrar que a depressão é uma doença e como tal deve ser diagnosticada.
Depressão tem cura?
Sua cura é possível, pois um tratamento adequado aliado a dietas apropriadas, exercícios físicos recomendados por médicos e especialmente o apoio da família possibilita a melhoria da qualidade de vida do paciente.